“Fazemos quadrilhas-espetáculo”, diz presidente da Asquaju

“Fazemos quadrilhas-espetáculo”, diz presidente da Asquaju
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As quadrilhas estilizadas há tempos tem sido motivo de críticas por pessoas que acreditam que elas estão descaracterizando as tradições juninas e seguindo as formas das escolas de samba.

Para o presidente da Associação de Quadrilhas Juninas (Asquaju), Lima Filho, as afirmações não somam como críticas e sim como elogios, pois as escolas de samba fazem um grande espetáculo nas avenidas.

Na opinião de Lima Filho, as mudanças são necessárias para a sobrevivência das quadrilhas juninas, pois se elas continuassem com figurinos matutos, estariam todas extintas.

Atualmente, apenas 25 quadrilhas, entre as 13 associadas de Campina Grande e as 12 de cidades do Agreste, estão em atuação na região.

– Quem tem que manter as tradições são os grupos folclóricos, pois eles são os guardiões de nossas culturas. Pra mim, as quadrilhas não são estilizadas e sim quadrilhas-espetáculo, pois cada uma tem suas temáticas para as apresentações. Os que criticam sempre falam do figurino, mas nunca foram conhecer o trabalho de pesquisa que as juninas fazem durante 8 meses. É uma necessidade de sobrevivência, pois o quadrilheiro paga para dançar e todos querem realizar um grande espetáculo – disse ele.

Lima ainda falou sobre a entrada das bandas de sertanejo universitário no Maior São João do Mundo.

Para ele, a festa tem espaço para todos os estilos e é preciso haver a parte mais comercial da festa, para atrair turistas, e o tradicional, com os shows de forró.

Segundo ele, o público é que deve selecionar para qual momento quer ir ao Parque do Povo.

*As informações repercutiram na Rádio Campina FM.